O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) deflagrou, nesta quinta-feira (12), a quarta fase da Operação Abutres. A ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Baixo Guandu (ES) e Aimorés (MG), localizados na divisa entre os dois estados e fortemente impactados pelo rompimento da barragem da Samarco em 2015.
O objetivo desta etapa é colher novas provas sobre um esquema de fraudes em pedidos de indenização encaminhados à Fundação Renova. Os investigadores miram irregularidades no Sistema Indenizatório Simplificado (Novel), criado justamente para agilizar o pagamento de compensações às vítimas da tragédia.
Diferente de fases anteriores, nesta etapa não houve decretação de prisões. Os agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-Norte) focaram na apreensão de documentos, computadores e dispositivos eletrônicos. Todo o material será analisado pela perícia técnica para identificar o alcance das fraudes e possíveis novos envolvidos.
A operação contou com o apoio estratégico do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e da Assessoria Militar do MPES. Devido à natureza das apurações, o caso tramita sob sigilo de justiça.
Histórico da Operação
A “Operação Abutres” já realizou diversas incursões na região do Rio Doce. Em etapas anteriores, 12 mandados foram cumpridos em Baixo Guandu e Aimorés, além de outras seis buscas realizadas em Linhares, em setembro de 2023. O nome da operação faz alusão a pessoas que tentam lucrar indevidamente sobre uma tragédia ambiental e social.




