A disputa por territórios entre facções criminosas na Grande Vitória tem intensificado a violência e deixado moradores em estado de alerta. Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), áreas da Serra, Vila Velha, Vitória, Cariacica e Viana são monitoradas 24 horas devido aos conflitos entre os principais grupos.
Especialistas em segurança pública afirmam que os ataques seguem lógica comercial: regiões estratégicas para o tráfico de drogas e pontos lucrativos são os mais cobiçados. Além disso, tomar territórios de rivais é uma forma de demonstrar poder. Em alguns bairros, a disputa ocorre até dentro de uma mesma comunidade.
Principais facções e áreas de tensão
-
PCV (Primeiro Comando de Vitória) x TCP (Terceiro Comando Puro) — principal rivalidade da Grande Vitória.
-
Irmãos Vera — presença menor, mas também envolvida em conflitos.
Áreas mais críticas:
-
Grande Santa Rita: TCP e PCV; região de ataques que resultaram nas mortes de Sophia Vial da Silva, 15 anos, e Andrezza Conceição, 31.
-
Cobi de Baixo, Morro da Bomba, Morro do Meio: domínio do PCV.
-
Grande Terra Vermelha: PCV, mas bairros Ulisses Guimarães e 23 de Maio sob TCP; confrontos aumentaram em julho e agosto.
-
Conquista e Grande São Pedro: PCV.
-
Ilha do Príncipe e Alagoano: PCC, sob ameaça do PCV.
-
Morro do Macaco e Itararé: Irmãos Vera.
-
Bairro das Laranjeiras: TCP e PCV, ruas 14 e 15.
-
Lagoa, Praia e Balneário de Carapebus: PCV e TCP; região da morte de Alice Rodrigues, 6 anos.
-
Nova Almeida: Irmãos Vera.
-
Colina da Serra: TCP.
-
São Marcos, Industrial e Piranema: PCV; Serginho Cauê lidera área de Piranema, foragido na Rocinha (RJ).
-
Viana: expansão do PCV e aliados.
A Sesp não divulgou o número de ataques entre facções, apenas o total de homicídios dolosos de julho e agosto, que foi 133 ocorrências, com Serra e Vila Velha liderando os casos. O subsecretário de Inteligência, delegado Romualdo Gianordoli, comentou que o aumento da violência reflete diretamente a guerra pelo controle territorial das facções.




