A Guarda Civil Municipal de Vitória (GCMV) tem um novo comando oficial a partir de quinta-feira (09). A guarda municipal Fabiana Gonçalves, de 43 anos, assume a chefia da instituição com a missão de dar continuidade ao trabalho da comandante Dayse Barbosa, morta há cerca de 15 dias, vítima de um crime que abalou a corporação e o Estado.
Fabiana possui uma trajetória de 13 anos na Guarda de Vitória e, desde 2022, estava à frente do Grupamento de Apoio Operacional (Gaop). Ao assumir o posto, a nova comandante reforçou o compromisso com a história de sua antecessora.
“Recebo essa responsabilidade com muito respeito à história da comandante Dayse, que deixa um legado de força e dedicação. Vamos seguir em frente honrando sua memória e dando continuidade ao trabalho que ela realizava”, afirmou Fabiana Gonçalves.
Experiência e foco no combate à violência doméstica
A nova comandante é formada em Fisioterapia e possui formações técnicas em Química e Meio Ambiente. Na Guarda, sua jornada foi marcada pelo combate direto à violência contra a mulher. Fabiana era a responsável pela entrega do Botão Maria da Penha, dispositivo crucial para a proteção de mulheres com medidas protetivas na capital.
Para a nova gestão, o objetivo é intensificar tanto a repressão quanto a prevenção:
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Visitas tranquilizadoras: Reforço no acompanhamento de vítimas de violência doméstica.
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Ações educativas: Promoção de palestras e orientações em escolas para combater a raiz do problema.
Apoio institucional
A nomeação de Fabiana foi celebrada pela prefeita de Vitória, Cris Samorini, e pelo secretário de Segurança Urbana, Amarílio Boni. Segundo o secretário, a escolha traz estabilidade à Guarda em um momento de dor e transição.
“Fabiana é uma profissional experiente, comprometida e que conhece profundamente a rotina da Guarda. Temos plena confiança na sua capacidade neste momento desafiador, garantindo a continuidade das ações”, ressaltou Amarílio Boni.
Contexto da sucessão
A mudança no comando ocorre após o trágico falecimento de Dayse Barbosa, ocorrido na madrugada de 23 de março, no bairro Caratoíra. Dayse foi morta a tiros pelo ex-namorado, um policial rodoviário federal, que cometeu suicídio logo após o crime. O caso de feminicídio chocou a opinião pública, especialmente por Dayse ser uma figura central na segurança pública e na defesa dos direitos das mulheres.
Agora, sob a liderança de Fabiana, que divide a rotina da segurança com o marido (também guarda municipal) e os cuidados com a filha de um ano, a GCMV busca transformar o luto em força para proteger a sociedade vitoriense.




