Um motorista de 32 anos foi preso em flagrante em Guarapari sob suspeita de participar de uma nova modalidade de crime conhecida como “chave na mão”. Ele é suspeito de furtar uma carga de eletrodomésticos avaliada em R$ 500 mil.
A prisão ocorreu no dia 14 de outubro, mas os detalhes foram divulgados pela Polícia Civil nesta quarta-feira (29).
A Dinâmica do Crime
Segundo as investigações, o motorista tinha como destino levar a carga de Viana, no Espírito Santo, para Guarulhos, em São Paulo.
- Na noite de 13 de outubro, o funcionário entrou em contato com a empresa de segurança (gerenciamento de risco) solicitando pernoite em um local não autorizado.
- O pernoite acabou sendo feito em um posto de combustíveis em Guarapari.
- Por volta das 3h da madrugada, o gerenciador de risco notou uma violação no baú do caminhão e tentou contato com o motorista, sem sucesso.
- Uma equipe da empresa de segurança foi ao local por volta das 5h. O motorista estava dormindo e, a princípio, o caminhão parecia intacto.
No entanto, o rompimento do lacre do baú foi percebido pelos gerenciadores. A transportadora ordenou o encerramento da viagem. Ao retornar para a empresa, foi constatado que o baú estava completamente vazio.
A Farsa e o Esclarecimento
Quando o furto foi descoberto, o motorista mudou sua versão, alegando ter sido roubado por indivíduos armados.
O motorista foi então levado para a delegacia, onde a farsa foi desvendada. Ele foi preso em flagrante por furto qualificado e falsa comunicação de crime.
O delegado Gabriel Monteiro, chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), afirmou: “Estamos convictos de que esse motorista estava cometendo esse crime de ‘chave na mão’. Pela trajetória dele, pelo rompimento do baú e mudança de versão”.
A Polícia Civil acredita que o motorista facilitou o acesso dos ladrões à carga durante a madrugada.
Investigação e Modalidade de Golpe
As investigações agora buscam identificar os demais envolvidos no crime. A polícia suspeita que se trata de uma quadrilha interestadual que cooptam motoristas. Nessa modalidade, os criminosos pagam o motorista para que ele ultrapasse a barreira do estado e registre a ocorrência em outra unidade da federação, o que dificulta o trabalho policial.
No Espírito Santo, são investigados outros dois casos semelhantes desta modalidade.





