A Justiça do Espírito Santo condenou o ex-namorado da enfermeira Íris Rocha de Souza, de 30 anos, pelo crime de feminicídio e aborto. O réu, Cleiton Santana dos Santos, foi sentenciado a 37 anos de reclusão em regime fechado, pela morte da vítima que estava grávida de oito meses.
O crime, que chocou o estado, ocorreu em janeiro de 2024. O corpo de Íris Rocha, que morava na Serra, foi encontrado em uma área de mata às margens de uma estrada em Alfredo Chaves, na Região Serrana e Sul do Espírito Santo.
Crime e Motivação
A investigação da Polícia Civil apontou que a motivação do crime foi a não aceitação do fim do relacionamento por parte de Cleiton.
-
Violência Anterior: Íris Rocha havia encerrado o relacionamento de seis meses, que se tornou abusivo e possessivo. Ela chegou a registrar um boletim de ocorrência e tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro.
-
Execução: A enfermeira, que cursava mestrado na Universidade Federal do Espírito Santo, foi assassinada com tiros. O criminoso ainda jogou cal sobre o corpo da vítima, dificultando a identificação inicial.
A condenação de 37 anos de prisão em regime fechado foi resultado do reconhecimento das qualificadoras de feminicídio e do aborto provocado, dada a gravidez avançada da vítima. A sentença reforça o rigor da Justiça capixaba em casos de violência contra a mulher.




