Uma capitã da Polícia Militar foi vítima do chamado golpe da “maquininha” na tarde desta quinta-feira (15) em Vitória, o que culminou na prisão de duas mulheres e um homem suspeitos de aplicar a fraude. O caso aconteceu na região da Enseada do Suá, e os detidos são naturais do Rio de Janeiro, conforme informou a Guarda Civil Municipal de Vitória.
Segundo a Guarda Civil Municipal, os suspeitos abordavam as vítimas alegando estar vendendo revistas de palavras-cruzadas ou caça-palavras para custear supostas festas de formatura. Eles informavam que cada revista custava R$ 28, com opção de pagamento no cartão, mas a maquininha estava configurada para cobrar 12 parcelas de R$ 28, totalizando R$ 336 por vítima, incluindo o caso da policial militar.
“Eles diziam que eram estudantes e que o valor arrecadado seria destinado ao fundo de formatura da faculdade. Cada revista era vendida por R$ 28, com a opção de pagamento no cartão. No entanto, a maquininha era configurada para cobrar 12 parcelas de R$ 28, e não apenas uma”, explicou o inspetor Calegari, da Guarda Civil Municipal de Vitória.
A vítima foi abordada em frente a um banco no bairro Santa Lúcia e só percebeu a cobrança maior após a transação no cartão. A Guarda foi acionada inicialmente, localizou os suspeitos na Avenida Nossa Senhora da Penha, mas como a vítima não estava no local a prisão não foi imediata. Após novo contato da capitã, o trio foi encontrado novamente e detido na região da Enseada do Suá.
As duas mulheres foram detidas em frente a um shopping e o homem estava na praça de alimentação do estabelecimento. Com o grupo foram apreendidas três máquinas de cartão e cerca de 220 revistas. Os suspeitos, com 41, 37 e 26 anos, apresentaram documentos do Estado do Rio de Janeiro e informaram que haviam chegado ao Espírito Santo na quarta-feira (14), hospedados em um hotel em Vila Velha — informação que ainda será verificada pelas autoridades.
O inspetor também reforçou orientações para que a população se previna contra esse tipo de fraude:
“É fundamental conferir o valor exibido na tela antes de digitar a senha, não entregar o cartão a terceiros, desconfiar de maquininhas com visor danificado ou quebrado e ativar os alertas do banco para acompanhar as transações em tempo real”.
O trio foi encaminhado à Delegacia Regional de Vitória, e o caso segue sob investigação pelas autoridades competentes.




