Nesta quarta-feira (17), os servidores públicos estaduais realizam uma Assembleia Geral Unificada a partir das 13h, em formato híbrido — presencial no auditório do Sindipúblicos e também online — para deliberar sobre a possibilidade de uma Greve Geral da categoria.
Segundo o sindicato, a mobilização ocorre diante da ausência de resposta do governo estadual à proposta de reestruturação das carreiras, protocolada em abril e que abrange cerca de 3,7 mil servidores ativos distribuídos em 14 autarquias e secretarias.
A proposta prevê recomposição salarial e valorização das carreiras públicas, com impacto estimado de apenas 1% na folha de pagamento. O Sindipúblicos defende que a medida é fundamental para recuperar o poder de compra dos servidores, corroído por sucessivos anos de reajustes abaixo da inflação e perdas acumuladas superiores a 50%.
“O Estado tem recursos, tem caixa, mas falta atenção e valorização para quem faz o serviço público acontecer. Essa reestruturação representa dignidade, justiça e reconhecimento para milhares de trabalhadores que mantêm o funcionamento das políticas públicas”, afirmou Renata Setúbal, presidente do Sindipúblicos.
A última reunião entre sindicato e governo ocorreu em 1º de setembro. Na ocasião, a Secretaria de Gestão e Recursos Humanos (Seger) informou que já havia concluído o estudo de impacto financeiro, mas que o retorno definitivo dependeria do aval do governador Renato Casagrande e do secretário de Planejamento, Álvaro Duboc.
Sem resposta até o momento, os servidores irão definir na assembleia desta quarta-feira os próximos passos do movimento, que podem incluir paralisações setoriais ou até a deflagração de uma Greve Geral, já que todos os prazos legais para esse tipo de mobilização foram cumpridos.
Resposta do Governo
Em nota, o Governo do Estado informou que a mesa de negociação segue aberta e que os estudos técnicos relacionados às demandas dos servidores continuam em análise pelas áreas competentes. Segundo o comunicado, trata-se de um “processo que envolve avaliações detalhadas e responsáveis, especialmente quanto ao impacto fiscal e orçamentário”.





