As áreas de saúde, educação, segurança e infraestrutura vão receber as maiores fatias do orçamento do Espírito Santo para 2026, estimado em R$ 32 bilhões, segundo o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado pelo governo estadual à Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (29).
A maior destinação será para a saúde, com R$ 4,8 bilhões, seguida da educação, com R$ 4 bilhões. Já a segurança, que inclui as secretarias de Segurança e de Justiça, terá R$ 3,8 bilhões, enquanto a infraestrutura, que abrange o DER e a Semobi, contará com R$ 2,1 bilhões.
Somadas, essas quatro áreas concentram 52,2% do orçamento estadual previsto para o próximo ano.

De acordo com o secretário de Estado de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, o orçamento prioriza investimentos estratégicos em áreas essenciais e também amplia a fatia para mudanças climáticas, inovação e sustentabilidade. “A proposta orçamentária consolida o modelo de governança desta gestão, que prioriza entregas concretas e resultados para a população, sem abrir mão da responsabilidade fiscal”, destacou.
O PLOA prevê ainda R$ 4,3 bilhões em investimentos, o que representa um aumento de 19% em relação a 2025.
Nova secretaria
Uma novidade é a inclusão da Secretaria de Estado de Recuperação do Rio Doce (Serd) no planejamento orçamentário, com quase R$ 972 milhões, oriundos do acordo do Rio Doce para execução de ações em oito áreas.
Reserva de contingência
O texto também prevê R$ 1,5 bilhão em reserva de contingência, recurso que poderá ser usado para pagamento de precatórios, concursos públicos, reajustes salariais ou emergências, como as fortes chuvas que atingiram o Espírito Santo em 2024.
Orçamento Climático
O governo também incorporou de forma definitiva ao PLOA o chamado “Orçamento Climático”, iniciativa pioneira no Brasil. A metodologia classifica ações que envolvem mitigação e adaptação às mudanças climáticas, com o objetivo de dar mais transparência e garantir a efetividade no acompanhamento da execução dos recursos.
Outros poderes
Para os demais poderes — Judiciário, Assembleia Legislativa, Ministério Público Estadual, Tribunal de Contas e Defensoria Pública — estão previstos R$ 3,5 bilhões.





