Um homem de 52 anos foi preso nesta última terça-feira (7), na Serra, suspeito de cometer o crime de estupro de vulnerável e de armazenar conteúdo pornográfico envolvendo menor de idade.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito, auxiliar de serviços gerais, já havia sido detido em flagrante em agosto deste ano em uma investigação que o acusa de violentar a própria sobrinha durante toda a infância dela em Nova Venécia. No entanto, ele foi solto após audiência de custódia. Posteriormente, a Justiça decretou a prisão preventiva, por tempo indeterminado, que foi cumprida nesta terça-feira.
O bairro e outros detalhes da prisão não foram divulgados para preservar a vítima, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Detalhes da Primeira Prisão
A Polícia Civil explicou que o acusado foi preso pela primeira vez em 26 de agosto de 2025, em Nova Venécia, durante a “Operação Shamar”. Na ocasião, investigadores da DEAM/DPCAI cumpriam um mandado de busca e apreensão para apurar uma denúncia de estupro de vulnerável contra a sobrinha-neta do suspeito.
Durante as buscas, os policiais encontraram um computador de propriedade do investigado contendo vasto material de pornografia infantil, o que resultou em sua prisão em flagrante.
Conforme a Polícia Civil, após ser liberado mediante pagamento de fiança arbitrada pelo juiz na audiência de custódia, as investigações prosseguiram. Após representação da delegada Amanda Oliveira, a Justiça expediu um novo mandado de prisão preventiva.
O mandado cumprido na terça-feira refere-se aos crimes de estupro de vulnerável (art. 217-A do Código Penal) e de produção, filmagem e registro de cena pornográfica envolvendo criança ou adolescente (art. 240 do Ecriad).
Abusos se estenderam por anos
De acordo com a Polícia Civil e a Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente e Idoso (DPCAI) de Nova Venécia, a vítima, atualmente com 18 anos, procurou a delegacia para registrar um Boletim de Ocorrência relatando os abusos sofridos. Ela afirmou que foi vítima de atos libidinosos que se estenderam até quando tinha 14 anos, e que o crime pode ter começado quando ela tinha apenas um mês de vida, segundo relatos da família. A jovem também relatou que o investigado tirava fotos íntimas dela e de outras crianças da família.
Em nota, a Polícia Civil reforçou seu compromisso no caso, afirmando:
“Reafirma seu compromisso inabalável e reforça que continuará trabalhando incansavelmente no combate a crimes desta natureza. A proteção de nossas crianças e adolescentes é prioridade absoluta, e toda denúncia será rigorosamente investigada para que os responsáveis sejam levados à Justiça.”
O homem foi localizado pela Polícia Militar após uma denúncia anônima e conduzido à 3ª Delegacia Regional da Serra, onde permanece à disposição da Justiça.





