Aviso ao leitor: esta reportagem trata de violência sexual e pode despertar gatilhos emocionais em algumas pessoas.
A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) detalhou, nesta quarta-feira (28), a prisão de um homem de 49 anos suspeito de cometer uma série de estupros na orla de Guriri, em São Mateus, no Norte do Estado. O investigado foi preso na última sexta-feira (23), em uma oficina mecânica localizada em Nova Venécia, na região Noroeste capixaba.
De acordo com a polícia, o homem já havia sido condenado por quatro estupros, sendo o primeiro registro ainda em 1994. Em 2025, novas denúncias começaram a surgir, apontando que um agressor estaria atacando mulheres na orla de Guriri. O primeiro caso desse novo período foi registrado em agosto e, a partir daí, outras vítimas passaram a procurar a polícia.
Suspeito atacava casais na praia
Segundo as investigações, o suspeito abordava mulheres que estavam acompanhadas de seus parceiros na praia. Armado com uma faca, ele rendia os casais e levava as vítimas para uma área de restinga, longe da circulação de pessoas. Em todos os casos, o companheiro da vítima era amarrado e forçado a presenciar o crime.
Em uma das ocorrências, o investigado chegou a obrigar a própria vítima a amarrar o parceiro. Além de cometer os abusos, o agressor filmava as mulheres durante os ataques e as forçava a dizer nome, endereço e local de trabalho. Os registros eram utilizados como forma de ameaça para tentar impedir que as vítimas procurassem a polícia.
Maníaco fez ao menos sete vítimas
As apurações indicam que o homem agiu ao menos sete vezes, sempre com o mesmo modo de agir, entre os meses de agosto e novembro. Em uma das situações, ele teria tentado cometer dois estupros no mesmo dia. Em outro caso, a violência ocorreu no dia do aniversário de uma das vítimas.
A investigação avançou após o companheiro de uma das vítimas reagir. O suspeito fugiu e deixou para trás um celular e outros pertences, que permitiram à polícia identificá-lo. A partir disso, equipes de inteligência passaram a monitorar endereços ligados ao investigado até chegar à prisão.
Crime hediondo
“Nós tiramos de circulação um cidadão que não tem a mínima condição de conviver em sociedade. Interrompemos um ciclo de estupros que estava aterrorizando aquela região. Agora ele precisa responder pelos crimes que cometeu.”
José Darcy Arruda, delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo
O delegado-geral também solicitou ao Ministério Público e ao Judiciário a aplicação da pena máxima prevista para o caso.
A Polícia Civil orienta que outras possíveis vítimas procurem a delegacia para registrar denúncia. Segundo a corporação, as delegacias contam com assistentes sociais e psicólogos para acolhimento, e o celular utilizado para ameaçar as vítimas já foi apreendido.
“Ele não terá mais condições de cumprir as ameaças feitas. As vítimas podem se sentir seguras para denunciar.” José Darcy Arruda, delegado-geral da PCES
O homem permanece preso no sistema prisional capixaba e as investigações continuam.




