A Justiça do Espírito Santo condenou o padrasto e a mãe de duas meninas a um total de 101 anos de prisão por estupro continuado. A decisão, divulgada pelo Ministério Público do Estado (MPES), foi proferida pelo juiz Helthon Neves Faria e se baseou em provas e relatos que detalham a violência sofrida pelas vítimas.
O homem foi condenado a 58 anos e dois meses de reclusão por estupro de vulnerável qualificado. A mãe das vítimas recebeu uma pena de 48 anos e nove meses por omissão dolosa, ou seja, por ter permitido que os abusos ocorressem. Os crimes aconteceram de forma continuada entre os anos de 2021 e dezembro de 2023.
A prisão preventiva do casal foi efetuada em março de 2024. A medida foi tomada após a análise de documentos do Conselho Tutelar, depoimentos das vítimas e laudos periciais que foram considerados conclusivos para o caso.
Os nomes dos réus não foram divulgados para preservar a identidade e a segurança das vítimas, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A condenação reforça o compromisso do sistema judiciário em combater crimes de violência sexual contra menores e assegurar a proteção das vítimas.





