No tabuleiro sempre movimentado da política capixaba, uma nova disputa toma conta dos bastidores: quem vai ocupar a cobiçada cadeira da Secretaria Estadual de Saúde?
A cena lembra uma mistura de novela das nove com desenho animado — e, como sempre, o enredo está recheado de reviravoltas, sussurros e muito bastidor.
Os corredores fervem, os cafezinhos opinam e as redes sociais não falam de outra coisa. Uma certeza, porém, já se consolida: a hora é delas.
Enquanto isso, os pretendentes masculinos percorrem o cenário como personagens da “Corrida Maluca”: aceleram, fazem pose e levantam placas de “sou eu!”.
“Avisa o pessoal que sou eu!”, teria dito um certo subsecretário — que, para preservar identidades, chamaremos apenas de K.
Mas, segundo os bastidores, listas e até o carteiro da esquina, não é ele.
Nem ele, K.
Nem “Chiquinho”.
Nem “Antônio”.
Nenhum deles aparece no top 3 das conversas de elevador — que, convenhamos, são a mais confiável agência de notícias do país.
Eis que surge o nome que tem movimentado as rodas políticas: Carol, a atual subsecretária de Atenção Primária.
Conhecida entre os aliados como “C.”, ela desponta como favorita nas preferências de T. e do próprio governador.
Motivos não faltam:
✔ perfil técnico,
✔ articulação política,
✔ diálogo respeitoso,
✔ boa relação com as equipes.
E, claro, um detalhe nada pequeno: é mulher.
“Já passou da hora de termos gestões menos testosteronizadas, mais ponderadas e centradas no que importa: trabalho”, dizem nos bastidores.
Enquanto Carol desponta, alguns analistas comentam que K., embora dedicado, não teria transmitido a segurança necessária a prefeitos e aliados.
A metáfora corre solta: “Se a cadeira da Saúde fosse uma ponte pênsil, seria bom que quem senta nela transmitisse firmeza até na sombra.”
Mas, como em toda boa corrida política, há outros competidores no retrovisor.
Entre os nomes lembrados estão Heber L., técnico respeitado, e Alexsandro, da Superintendência — ambos vistos como “planos B” com cara de “plano A”.
“São profissionais que conhecem o sistema e sabem para quem trabalham: o Estado e os cidadãos”, comentou uma fonte próxima ao grupo.
No fim, permanece a pergunta que agita as rodas políticas e rende apostas de bastidor:
Quem será o escolhido?
Ninguém sabe.
Mas um consenso já existe:
“A vez é delas.”
Enquanto isso, a corrida continua. Uns aceleram, outros posam para fotos, e alguns apenas piscam para a câmera.
O público, com pipoca na mão, observa e torce para que a próxima temporada da política capixaba seja mais eficiente e menos dramática que a atual.
Porque, no fim das contas, o que importa não é quem segura a cadeira — é quem segura o sistema.
E isso, todos sabemos, exige bem mais do que discursos de autoindicação.





