Os primos Jefferson Cândido da Silva (34 anos) e Guilherme dos Santos Pereira (22 anos), mortos durante um tiroteio em um evento de cavalgada no bairro Cariacica Sede, podem ter sido assassinados após uma discussão com um homem que estaria urinando fora de um banheiro químico da festa.
O crime ocorreu na noite de domingo (26). Segundo testemunhas, as vítimas discutiram com o homem, que se ausentou e retornou ao local armado, efetuando os disparos.
Uma outra versão apurada pela polícia indica que a briga teria começado após um homem esbarrar em uma das vítimas. A Polícia Civil (PC) está investigando o caso e ainda não divulgou uma linha de investigação ou nomes de possíveis suspeitos.
Prisão da Irmã de uma das Vítimas
Durante o atendimento da ocorrência, Stephanie Marim dos Santos, 20 anos, irmã de Guilherme, foi presa em flagrante. Segundo a Polícia Militar (PM), ela teria ficado exaltada e agredido um militar com um soco no rosto.
A mãe de Guilherme e Stephanie criticou a ação policial:
“Eu acho que foi por incompetência de quem estava fazendo a ocorrência, os policiais, as autoridades. Eu respeito, mas foi um momento difícil para minha filha também, de estar perdendo, além do irmão, um outro parente próximo. Então, eles tinham que saber conduzir uma situação como essa”, desabafou a mãe.
A Polícia Civil informou que Stephanie foi conduzida à Delegacia Regional de Cariacica e autuada em flagrante pelos crimes de:
- Lesão corporal qualificada contra agente de segurança pública.
- Ameaça.
- Resistência à ação policial.
- Desacato a funcionário público.
Ela foi encaminhada ao Centro Prisional Feminino de Cariacica.
Vítimas com Passagens
A mãe de Guilherme e tia de Jefferson confirmou que ambos tinham passagens pelo sistema prisional, mas garantiu que eles haviam mudado de vida.
“É um menino bom, muito tranquilo, mas teve alguns momentos difíceis, teve passagem, mas o meu filho estava tranquilo, o primo dele também. Inclusive, o primo dele já estava até trabalhando de carteira assinada. O meu filho ainda estava tentando um emprego”, afirmou.
A família acredita que as mortes não têm ligação com o passado dos primos.





