Com a chegada de setembro, a Secretaria da Saúde do Espírito Santo (Sesa) reforça o alerta para o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e chikungunya. O mês antecede o período de maior risco das arboviroses, quando as temperaturas mais altas e o aumento das chuvas favorecem a proliferação do inseto.
O subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso, destacou que as ações de prevenção devem ser intensificadas desde já.
“As medidas antecipadas permitem reduzir a população do mosquito e seus criadouros, diminuindo os riscos de surtos durante os meses mais críticos. Por isso é fundamental que cada cidadão faça a sua parte, com cuidados diários dentro de casa”, afirmou.
Queda expressiva nos casos em 2025
Até a semana epidemiológica 34, encerrada em 23 de agosto, o Espírito Santo registrou 31.367 casos prováveis de dengue, sendo 24.899 confirmados e um óbito. No mesmo período do ano passado, o número era bem maior: 134.218 casos prováveis, 127.065 confirmados e 41 mortes.
Os casos graves e com sinais de alarme também caíram 76% em relação a 2024. Foram 563 registros neste ano contra 2.386 no mesmo período anterior. Essa forma da doença é considerada a mais perigosa e pode evoluir com complicações, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, sonolência e queda da pressão arterial.
Ações conjuntas
De acordo com a Sesa, cerca de 80% dos focos do Aedes aegypti estão dentro das residências, o que reforça a importância da vistoria semanal pelos moradores. Além das medidas individuais, o enfrentamento conta com a atuação conjunta dos órgãos públicos municipais, estaduais e do Ministério da Saúde.
No Espírito Santo, desde fevereiro, o trabalho é reforçado pelo Centro Integrado de Comando e Controle das Arboviroses, criado para coordenar estratégias de prevenção e resposta rápida, especialmente contra dengue e Oropouche.
Dez passos para prevenir a proliferação do Aedes aegypti
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Tampar caixas d’água, ralos e pias.
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Higienizar bebedouros de animais de estimação.
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Descartar pneus velhos junto ao serviço de limpeza urbana ou mantê-los em local coberto.
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Retirar e lavar a bandeja externa da geladeira e bebedouros.
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Limpar calhas, lajes e colocar areia em cacos de vidro de muros.
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Colocar areia nos vasos de plantas.
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Amarrar bem os sacos de lixo e não descartar em terrenos baldios.
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Realizar inspeção semanal em casa para eliminar focos de larvas.
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Utilizar repelente e instalar telas de proteção em portas e janelas.
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Receber os agentes de saúde e de combate às endemias.





