Com o objetivo de ofertar o atendimento mais próximo dos cidadãos, a Secretaria da Saúde (Sesa) celebra a contratualização do serviço de cateterismo cardíaco para os pacientes atendidos no Hospital Estadual Roberto Arnizaut Silvares (HRAS), em São Mateus.
O serviço, que era realizado anteriormente em Linhares, agora passa a ser ofertado a poucos metros de distância do HRAS, por meio da contratualização com o Hospital Meridional São Mateus.
O diretor-geral do HRAS, André Fagundes, destacou o impacto positivo para a população do norte capixaba.
“Agora, o atendimento é imediato, o paciente chega com suspeita de infarto, é avaliado no Roberto Silvares e segue direto para o Meridional. Em minutos, o cateterismo é realizado, permitindo definir rapidamente se há necessidade de angioplastia, implante de stent ou tratamento medicamentoso,” explicou Fagundes.
Segundo o diretor, anteriormente, o exame realizado em Linhares poderia demorar até 48 horas, o que comprometia a urgência do tratamento.
Detalhes do Contrato e Benefícios
O contrato tem vigência inicial de 24 meses e prevê a prestação exclusiva do serviço de cateterismo cardíaco, com fornecimento de laudos, insumos, equipamentos e equipe especializada. O valor estimado do contrato é de R$ 869.088,00, com possibilidade de prorrogação por até dez anos, conforme a legislação vigente.
Em vigência desde o último 3 de setembro, pacientes com suspeita de infarto que chegam ao HRAS são agora encaminhados para realizar o procedimento a apenas 500 metros de distância.
O cateterismo cardíaco é um exame diagnóstico fundamental para identificar obstruções nas artérias do coração. Ele permite avaliar se há necessidade de procedimentos complementares, como a angioplastia – intervenção que desobstrui a artéria por meio da inserção de um stent – ou, em casos mais complexos, cirurgias cardíacas.
Para os pacientes e familiares, os benefícios vão além do aspecto clínico, pois a proximidade reduz a necessidade de longos deslocamentos e o estresse.
A iniciativa integra o processo de descentralização, um dos pilares do Sistema Único de Saúde (SUS) no Espírito Santo. Para André Fagundes, isso significa salvar vidas e oferecer dignidade no atendimento.
“É o que a gente quer fazer: descentralização. Trazer para perto da população um serviço essencial,” reforçou o diretor-geral do HRAS.





