Manifestantes se reuniram na tarde de domingo (21) em frente à Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), em Vitória, para protestar contra a PEC da Blindagem e contra o projeto de lei que prevê anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
O trânsito na Avenida Américo Buaiz, no sentido Centro, precisou ser parcialmente interditado devido à concentração de pessoas no local.
De acordo com representantes da organização, a mobilização teve como objetivo pressionar os senadores a rejeitarem a PEC aprovada pela Câmara dos Deputados na última semana e reforçar a oposição à anistia.
O ato na capital capixaba contou com apresentações do cantor Silva e do grupo Regional da Nair. Faixas e cartazes exibiam mensagens contra as propostas em tramitação no Congresso e defendiam a responsabilização de autoridades que atentaram contra o Estado Democrático de Direito.

Mobilização nacional
Protestos semelhantes ocorreram em todas as capitais brasileiras. Os maiores atos foram registrados em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Na Avenida Paulista, em São Paulo, cerca de 42,4 mil pessoas participaram, segundo monitoramento da USP. Durante o ato, o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) criticou o projeto em discussão no Congresso.
“Não tem meio termo. O Congresso precisa derrotar o que chamamos de anistia light aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro”, declarou.
No Rio de Janeiro, a manifestação reuniu aproximadamente 41,8 mil pessoas em Copacabana e foi marcada por apresentações musicais de nomes como Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Djavan, Maria Gadú, Marina Sena, Paulinho da Viola e Lenine.
Caetano Veloso atuou como mestre de cerimônias e afirmou:
“Sem anistia e com democracia. Este é o Brasil bonito.”
Em seguida, o público acompanhou apresentações de músicas emblemáticas de protesto, como Cálice, interpretada por Chico Buarque e Gilberto Gil.
Em Brasília, a mobilização começou pela manhã e reuniu movimentos sociais, sindicatos e artistas. Os manifestantes direcionaram críticas ao Congresso, ao ex-presidente Jair Bolsonaro e também ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.





