O Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta um atraso de mais de dois anos para disponibilizar novos medicamentos contra a anemia por deficiência de ferro, apesar de terem sido incorporados ao sistema em 2023. Os remédios, ferripolimaltose e carboximaltose férrica, são administrados por via intravenosa e prometem um tratamento mais rápido e eficaz.
Segundo o Ministério da Saúde, o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) com a atualização ainda está em fase de finalização e os medicamentos serão liberados após a publicação oficial do documento. A pasta, no entanto, não divulgou um prazo para a medida. Enquanto isso, o SUS continua oferecendo o tratamento padrão com sulfato ferroso e sacarato de óxido férrico, que já estão disponíveis em toda a rede pública.
Os novos medicamentos são uma alternativa para pacientes que não toleram os sais de ferro orais. Para o hematologista César de Almeida Neto, a demora na liberação das novas terapias pode ter sérias consequências, como anemia persistente, maior risco de complicações em gestantes, prejuízos cognitivos e físicos, e maior dependência de transfusões sanguíneas.
A Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) afirma que mantém diálogo com o governo federal para agilizar a oferta dos medicamentos e assegurar que as terapias cheguem o mais rápido possível aos pacientes.





